E como tal, os Parabéns a quem terminou o curso!
Ainda vais a tempo do Mestrado =P
Depois de verem este vídeo, o mais certo é terem de ir gastar 250 euro na consola Wii da Nintendo.
Depois não digam que eu não avisei.
Está consumado o “hype” à volta de José Cid!
Com o lançamento do novo disco “Pop Rock & Vice-Versa” – que o próprio admite ser um disco-divertido e não um disco-arte – o verão promete!
Ontem em entrevista no programa Prova Oral da Antena 3, José Cid voltou a dar show.
Com a irreverência, controvérsia e sinceridade que é imagem de marca, Cid passou uma hora na conversa com Alvim.
Cid e as suas criações são um paradoxo, e é isso que torna Cid um Génio. Tão depressa ouvimos um disco-arte como o “10.000 anos entre Vénus e Marte” e ficamos perplexos, como logo de seguida ouvimos um “Adio Adieu [...]” e ficamos a pensar se a Genialidade não terá sido obra do acaso!
Eu acho, que como todos os grandes Génios, Cid faz do bom, do melhor e do muito mau. Ainda assim o muito mau de Cid deu-lhe semanas de liderança nos Top’s, Discos de Ouro e Prata, reconhecimento nacional e como tal, espaço para fazer discos-arte!
Acho sinceramente que a Genialidade de Cid é tão grande que chega a isto: fazer um disco-divertido, fácil de ouvir mas com pouco de inovador, para ganhar espaço para empurrar as fronteiras da música um pouco mais além com um disco-arte.
Como disse Markl sobre Luís Manuel, eu digo sobre Cid: Se a música fosse barro, José Cid era o seu oleiro.
Um ano e meio/dois anos depois, volto “à casa” que me acolheu no mundo linux, o Slackware.
Fica aqui a minha pequena review sobre a mais recente release, o Slackware 12 (espero não falhar nada pois estou a escrever este post de cor e na hora de almoço e obviamente não estou em casa nem a instalar o slack). Como instalar, o que configurar, pormenores a ter em conta, etc.
Em primeiro lugar, podendo parecer uma coisa má mas acreditem que não é, o Slack vem com o mesmo installer de sempre (pelo menos o que conheço desde a versão 7). Arrancamos para uma shell e fazemos login com root, cfdisk para quem precisar de definir partições, voltar à shell, escrever setup (ou será config) e cá vamos nós para um menuzinho ao bom estilo do clipper (para quem se lembra, claro).
Sempre fiz complete (ou full) install’s em slackware, esta versão ocupa cerca de 4GB no disco, nada de transcendente nos dias de hoje e depois não têm que andar à cata de software nos cd’s ou queixarem-se que falta alguma coisa. O slackware é uma out-of-the-box distro, ou seja, o sistema terá quase tudo que irão precisar na vossa máquina. Relembro que por exemplo no ubuntu (a tão chamada user-friendly distro) não trás os compiladores de C, C++ instalados por default (assume que as pessoas gostam é de usar packages .deb e que os seus repositórios de software têm tudo que vale a pena as pessoas terem) o que é um erro na minha opinião, as pessoas não vão aprender o que é nem como funciona o gnu/linux. Até porque o gnu/linux não é o xgl+beryl.
Seleccionando a primeira opção do menu, o installer segue as seguintes automáticamente, ele descobre as partições para swap e filesystem e só temos de “dar um enter” nas que o installer descobriu (porque provavelmente só haverá uma). De seguida é só escolher full install e esperar… quase nada!
Depois de +-20minutos a instalar 4gb de software (não me lembrava duma instalação tão rápida, o opensuse é um martírio e o ubuntu se for instalado através do live-cd também não é propriamente um passeio no parque) , continuamos na instalação para configurar o mount point doutras distribuições ou outros sistemas operativos que estejam no nosso computador (no meu caso o win2000), escolher os serviços de arranque (se não souberem o que estão a fazer, então não mexam) onde retirei suporte pcmcia e adicionei o MySQL, definir a password para root, escolhi o KDE como meu window manager e em seguida o LILO, para podermos fazer dual boot (slackware e win2000, no meu caso) . Não escolhi a opção automática de configuração do LILO portanto não sei se o windows 2000 seria adicionado. Escolhi antes a opção avançada e posso garantir que de avançado não tem nada, é seguir os passos do installer que vão ver que facilmente escolhem outros sistemas operativos para o LILO arrancar, é mais meia dúzia de “enter’s” e está feito. Fui direccionado para o menu inicial e escolhi sair da instalação. Em seguida foi-me pedido para retirar o cd que já estava “cá fora” à espera e de seguida para carregar em ctrl+alt+del para reinciar. Assim o fiz, fechou-me a minha drive de cd’s novamente e reiniciou o sistema.
Ansiosamente esperei o reboot e verifiquei que o LILO tinha tanto o Slackware12 como o windows2000 nas suas opções, conforme eu tinha solicitado. Escolhi rapidamente Slackware12 e com saudade vi as linhas de arranque dos serviços a passarem no meu monitor, ao invés duma barra de progressou ou dum círculo à roda sugerindo-me para aguardar.
Fiz login com o único utilizador que o sistema tinha até à altura, o root, com a password que tinha definido na instalação e apressei-me a criar o meu utilizador “normal” para utilizar no dia a dia (o root deve ser apenas utilizado para instalar software e outra configurações do sistema mais avançadas) com o comando adduser (ou useradd já não sei), e aqui posso-vos dar a dica de quando criarem o utilizador adicionarem o grupo “plugdev” e “cdrom” além do default “users” para poderem desta forma ter acesso ao HAL (Hardware Abstraction Layer) que é o que vos vai permitir fazer auto-mount quando inserem uma Pen-drive, o vosso iPod, uma drive externa por USB, ou um cdrom de dados (só descobri isto mais tarde após ter inserido a minha Pen-drive e ter dado um erro no auto-mount), portanto fica o aviso e poupem já trabalho de terem de adicionar os grupos mais tarde.
Como tenho uma placa gráfica nVidia, ainda como root, fiz download dos drivers da placa gráfica através do site www.nvidia.com para poder compilar o módulo nVidia para utilizar no X.Org e ter aceleração 3D com openGL. Os mais aventureiros (ou menos exigentes/esquisitos) podem aceder ao site através do comando $> links www.nvidia.com e a partir daí fazer o download, já quem não se sentir à vontade deverá digitar o comando $> startx para desta forma entrar no sistema de janelas do X.Org, no meu caso com o KDE e através do firefox proceder ao mesmo download. Para quem utilizou o X.Org para o download, deverá de seguida terminar a sua sessão e voltar à CLI para poder proceder à compilação do módulo da nVidia através do comando $> sh Nvidia-qualquer-coisa.sh depois voltar a dar uns “enter’s” e esperar um bocadinho até o módulo ser criado, a novidade no installer da nvidia é que altera automaticamente o /etc/X11/xorg.conf para activar o módulo criado, o que pode ser visto como uma vantagem (eu decidi aceitar a sugestão) e somos reencaminhados novamente para a CLI. Após isto fui ver se o xorg.conf tinha a resolução “1280×1024″, o que não se verificou e resolvi alterar utilizando o Vi através do comando $> vi /etc/X11/xorg.conf mas também podem utilizar outro editor de texto que preferirem, até mesmo através do X.Org para os menos esclarecidos nestas andanças.
Aproveitem que ainda estão como root para editarem o xorg.conf para adicionarem a linha Option “ZAxisMapping” “4 5″ e alterarem o protocolo do rato para “IMPS/2″ nas linhas de configuração do rato (não sei qual é a section de cor, mas facilmente irão descobri-la se procurarem um bocadinho). Se tiverem medo de fazer asneira copiem a linha que vão alterar e comentem-na com ##, assim sabem que o ## foi onde voces mexeram e resta apagar a linha seguinte que criaram e que deu erro e voltar a descomentar o ## que é a linha original.
Assim de relance não me lembro de mais nada que tenham para fazer como root para depois terem tudo bonito com o vosso utilizador que criaram. Não sei se o driver da nvidia necessita de reboot mas um ldconfig através do comando $> ldconfig seguido dum $> insmod nvidia (penso que é este) deve resolver o problema.
Façam logout através do comando $> logout e de seguida façam login com os dados do utilizador que criaram.
Está na altura aceder ao nosso gestor de janelas através do comando $> startx e disfrutar (no meu caso KDE) do nosso Slackware desktop com uma “porrada” de software que deverá ser mais que suficiente para o dia-a-dia.
* Para alterar o Desktop environment é necessário alterar o ficheiro ~/.xinit.rc por exemplo para arrancar o KDE o comando é startkde, penso que para o fluxbox é o comando fluxbox mas não sei se o ficheiro vem com a descrição dos outros environments, no entanto deverão encontrar facilmente isso na interweb nuns poucos de sites. *
Pessoalmente só instalei 2 aplicações e sei que vou instalar uma 3ª. O mplayer (para as minhas “anime needs”) o rtorrent (para arranjar os anime) e o tvtime (para ver televisão através da minha placa de tv). Instalei as duas primeiras através do código fonte e o tvtime também vai sofrer o mesmo destino. Provavelmente haverá alguns packages .tgz por esse mundo da net mas segundo os últimos rumores que o linuxpackages.net perdeu qualidade e os packages não são criados através de máquinas com o Slackware “clean” o melhor mesmo é instalar tudo das sources, ler os README’s, howto’s, INSTALL’s ou outra documentação para descobrir quais as suas dependências para que depois não falte nada. Por exemplo, para instalar o mplayer com GUI é preciso correr o configure com –enable-gui, por exemplo. Não há nada melhor que ler a documentação para evitar erros ou esquecermo-nos de algumas features.
No Kde alterei o layout do meu teclado para português e de 105 teclas, alterei uns pormenores no look do kde como o fundo e a barra de programas para cima em vez de estar em baixo e pouco mais, isso agora é ao gosto do freguês.
Naveguei um pouco na interweb através do firefox e passado poucos cliques necessitei de instalar o flashplayer para linux. Como a instalação automática não surgiu efeitos fui direccionado para a página da adobe para sacar o .tar.gz do mesmo, que fiz download de seguida.
Abri uma shell no kde (eu utilizo a konsole) e através do su com o comando $> su digitei a password de root e descomprimi o ficheiro $> tar -xvzf /home/utilizador/Desktop/flashplayer9-installer.tar.gz (ou algo do género) e movi os ficheiros para /usr/lib/mozilla/plugins/ através dos comandos $> mkdir /usr/lib/mozilla/plugins e depois $> mv install_flash_9/* /usr/lib/mozilla/plugins/ (novamente não tenho a certeza das path’s mas o que interessa é que percebam o procedimento).
Fechei a shell, fechei todas as instâncias do firefox que estavam a correr e voltei a abrir o browser e voltar a uma página com flash e verificar que estas já apareciam no meu firefox.
Convém referir que o Slackware 12 trás o kernel 2.6.21.5 que é a versão mais recente do kernel e já trás SMP activo, o que foi bastante gratificante para mim que tenho hyperthreading ou para quem dual cores e não precisa configurar nada para activar estas funcionalidades, corri o comando $> dmesg | grep processor e recebi uma mensagem de que tinha 2 processadores activos (no meu caso por causa do hyperthreading nos pentium4) o que me deixou satisfeito.
O Gnome não vem incluído, o que aliás tem sido hábito desde a versão 9 ou 10 porque segundo as declarações do Patrick Volkerding ele é muito mal documentado e é preciso um colaborador a tempo inteiro para o integrar no Slackware. Mas para quem já tem KDE, Fluxbox e XFCE (entre outros) não precisa do gnome para nada, até porque o Slackware trás sempre as librarias GTK+. Para os fanáticos de gnome aconselho a mudarem de gosto ou então utilizarem o dropline para as necessidades “gnomisticas” pessoais (ainda não disponível para a versão 12).
Para quem escolheu arrancar o mysql deverá criar tabelas de sistema como root através do comando $> mysql_install_db também deverá alterar a password do root para aceder ao mysql através do comando $ > mysql_admin -u root password ‘new_password’ (ou algo do género) e de seguida alterar o dono dos ficheiros para o mysql, também como root, através do comando $> chown -R mysql /var/lib/mysql/e em princípio deverá estar pronto a correr como root através do comando $> mysqld_safe & se tudo tiver corrido bem nenhuma mensagem de erro será apresentada e através do comando $> mysql -u root -p deveremos ter de introduzir a password e aceder ao mysql.
Por agora é tudo e espero que se sintam tentados a usar, na minha humilde opinião, a melhor distribuição de Linux disponível para nós, meros mortais.

Segundo notícias que me chegaram via e-mail, a Grande Maravilha do Mundo chegou!
E chegou antes do dia 07.07.07.
Mais detalhes, aqui.