Archive for February, 2009

Provérbios 3.0 (1)

Seguindo a linha da nomenclatura daquilo que chamam Web 2.0, apresento a nova rubrica do portasecreta.com

E o provérbio de hoje é:

 

Um post por dia, dá saúde e alegria.

Uma aventura… no SASU (Volume II)

Continuando a minha saga pelo SASU, quando a pessoa que eu acompanhava foi finalmente atendida eu fiquei à espera. Só que desta vez, não fiquei na sala de espera. Fiquei no corredor que dá acesso às salas de espera, aos gabinetes de consulta e partilha uma parede com a recepção.

E é aqui que tudo se passa.

É que uma parte dessa parede, tem janelas de vidro, de onde se vê a área da recepção. E o que é que eu vejo, encostado ao vidro? Um documento com a seguinte marca de água: “Informação Confidencial”.

E não era só uma folha. Era uma pilha delas.

 

Só digo isto: tenham mais cuidado com o sítio onde põem a informação, porque a mim pode não interessar saber que a Sra. Maria ******** ********* ****** Reis, utente nº 17*****86, foi encaminhada no dia 25-02-2009 às 15h04min do serviço Saúde 24 para o Centro de Saúde do Castêlo da Maia, porque lhe doiam os calcanhares, mas pode interessar a alguém.

 

E como estou habituado a ter ética no tratamento de informação, não coloco aqui os dados completos da pessoa.

Uma aventura… no SASU (Volume I)

Ontem redescobri porque é que sou utente do sistema de saúde privado em vez do público. E descobri numa visita ao Serviço de Atendimento de Situações Urgentes (vulgo Centro de Saúde).

Entre outras coisas, estava lá uma profissional dos Centros de Saúde. E era profissional porque deve passar lá tanto tempo que já dominava uma série de situações:

 

  • Sabia que a televisão estava desligada, porque desde que o Centro de Saúde de dia foi transferido para outras instalações, que o SASU (que só atende à noite) tem a televisão desligada.
  • Sabia o preço de todos os itens da máquina de “snacks”
  • Sabia o preço de todos os tipos de cafés, descafeinados, capuccinos, leites achocolatados e afins
  • Sabia qual a ordem de chegada de cada pessoa, quando estavam cerca de 40 pessoas em espera
  • Sabia exactamente quanto tempo faltava para ser atendida, tendo em conta não só o tempo médio de atendimento de cada médico (estava 3 a atender e ela sabia quem eram), mas também que esse tempo varia (i. e., fica mais curto) conforme nos vamos aproximando da hora de encerramento do SASU
  • Sabia que ontem era dia de grande afluência, pois era o dia seguinte a um feriado e as pessoas, e passo a citar, “só se lembram que estão doentes depois do fim-de-semana ou do feriado”. Fim de citação.

Mas o que mais me impressionou nesta profissional, foi o facto dela a certa altura, depois de comprar um pacote de bolachas de água e sal para a filha de 3 anos, se virar para a criança e dizer:

 

“Agora, se eu vir alguma migalha no chão, parto-te essa cornadura toda”

Lado R da vida

Eu agora estou a viver o lado R da vida. Para quem não sabe, é o lado Rural.

Agora, trabalho no campo, no meio da montanha, com a natureza a cercar-me.

As viagens diárias são pacíficas, já que quando estão todos a ir em direcção à cidade, eu estou a ir exactamente em sentido contrário. É a vantagem de morar na cidade.

Filas, trânsito, pára arranca, stress (ou stresse para os apoiantes do novo movimento linguístico), são coisas que deixaram de existir no quotidiano.

 

Ahhh o lado rural da vida.

Religião, Futebol e Trabalho

Até parece propaganda do velho Estado Novo, mas não é.

 

O que se passa é que vamos ter mais um Santo Português. E um daqueles que matou centenas de seres humanos e tudo!

Bonito, bonito, era se decretassem feriado o dia da Canonização do Sr. Pereira. Calhava mesmo bem. 26 de Abril.

 

Era mais um motivo para metade do país ter mais uma semana de férias no ano. Sim, porque pelo que sei, basta haver um feriado a uma Terça ou Quinta, para a malta de Lisboa e Porto fazer ponte e ainda meter 3 dias de férias para ficar 9 alegres dias seguidos em casa a pastar.

 

Para quem não sabe quem foi o Sr. Pereira, futuro Sr. Santo Pereira, foi o brilhante estratega que estraçalhou umas centenas de espanhóis, mesmo em inferioridade numérica utilizando a táctica, que anos mais tarde se veio a revelar de relativo sucesso no futebol. A táctica do quadrado.

 

Recentemente sofreu uma evolução para a táctica do losango, mas o princípio mantém-se, uma vez que entre um clássico 4-4-2 e um 4-1-2-1-2, não existem grandes diferenças na prática, a não ser uma pré-disposição mais ofensiva, já que a linha de ataque está apoiada por um criativo no centro que pode fazer desiquilíbrios junto dos centrais da equipa adversária, ao mesmo tempo que os dois médios podem subir à linha, apoiados pelos laterais, para criar espaços no reduto defensivo do opositor, enquanto os dois centrais e o médio defensivo asseguram os papéis defensivos em caso de contra-ataque adversário.

 

Já agora, um conselho a todos os treinadores, de banco e de bancada: leiam a Arte da Guerra de Sun Tzu… pode ser que tenha alguma coisa de útil.

Lusitanismos

Por oposição a “estrangeirismos”.

 

Acho estúpido, parvo e até idiota, o movimento que tomou conta dos meios de comunicação social por terras Lusas. E que movimento é esse? O de adaptar palavras até agora consideradas como estrangeirismos, mas desde sempre aceites e utilizadas  na nossa língua.

Curiosamente, a regra não existe para todas as palavras uma vez que chá gelado, continua a ser Iced Tea (e não fiz referência a nenhuma marca), ticherte (ou camisa tê se preferirem) continua a ser T-Shirt, porto livre, continua a ser Freeport… e a lista podia continuar.

No entanto, basta abrir um qualquer jornal da nossa praça, para vermos coisas como: cartune.

Não sabem o que é? Eu explico.

 

Cartune, é um desenho, ao estilo de banda desenhada, normalmente publicada nas últimas páginas de um jornal ou revista, com um espírito de crítica a uma qualquer situação da sociedade. Até há bem pouco tempo era conhecido em Portugal por cartoon.

 

Mais pérolas estão à espreita.

Inconformidade

Não sei se a plavra existe, mas serve para definir isto:

 

Quando somos novos só nos preocupamos em passar o tempo, no entanto, há um ponto na vida em que nos passamos a preocupar com que o tempo passe.

 

Olá Mundo… outra vez.