Reparei, de facto, na evolução das mulheres como membros activos e de iguais direitos aos homens na sociedade quando há 10 anos atrás andei de camioneta que faz a carreira pela província e nessa altura entrou uma multidão de mulheres, acabadas de sair da fábrica.
Os sinais foram claros quando alguma juventude, eu incluído, começou a ser motivo de assédio via piropo ordinário digno de andaime.
O único motivo porque hoje as mulheres (ainda(?)) não estão na construção civil a acartar tijolos e baldes de cimento é porque este é um trabalho mais físico onde por norma os homens são genéticamente mais evoluídos. No entanto o género feminino pode substituir o andaime pela fábrica e conseguiu tornar-se um membro igual na sociedade.
A História deveria escrever-se assim.
Vai atrasado, mas o número do passado dia 6, é o 5.
Porquê?
Porque namoro casado há 5 anos e parece que comecei ontem.
Parabéns para Nós.
Ontem, ao dar banho à minha pequena, ela disse que ia molhar a água. E isto pôs-me a pensar…
De facto, não podemos molhar aquilo que molha, mas podemos secar aquilo que seca.
Já não podemos queimar aquilo que arde, mas podemos limpar aquilo que limpa.
E isso lembra-me que o que é realmente único e importante, não são os objectos, mas sim os elementos.
Lembram-se da Agência Publicitária de Chelas?
Eu se fosse criativo dessa agência, tinha já um anúncio:
[Imagem em fade in com pormenores em que só se vêm meias verde e brancas]
Narrador: Barcelona, 5 a 2…
[Imagem em fade-out, para fade-in de nova imagem com pormenores de fintas do Yannick Djaló]
Narrador: Bayern de Munique, 5 a 0…
[Imagem em fade-out, para fade-in de Sportinguista com boa tranca e boa prateleira (Carla Matadinho ?) em poses eróticas]
Narrador: Bayern de Munique, 7 a 1…
[Imagem do João Moutinho com pose de anúncio à Game Box]
Narrador: Sporting… derrotas do caralho!
Porque o vazio do lugar ao lado vai ocupar muito espaço…

…cá te esperamos, noutra vida.
No seguimento do post anterior, faz-me uma certa confusão, que em Portugal tenha que se ter feito uma campanha para dizer aos Portugueses: ATENÇÃO! Meus meninos, isto agora entre Maio e Setembro vamos todos cumprir a Lei, e ai de quem não o fizer porque as autoridades não vão perdoar.
Sou só eu, ou isto só é possível num país de mentalidade tipicamente Latina?
Que eu saiba, a Lei existe para que as autoridades saibam como agir quando alguém transgride a mesma, e não para ser avaliada pelas autoridades para decidirem se vão aplicar a Lei ou não a quem a transgride.
É como um manual de procedimentos.
Só se pode fazer X.
Se alguém fizer W acontece A.
Se alguém fizer Y acontece B.
Para todos os outros acontece C.
É isto que é a Lei.
Porque é que as autoridades acham que podem ter um olhar crítico sobre isto e decidir se vão aplicar uma sanção ou não?
Para isso o cidadão também pode ter um olhar crítico e achar que a Lei está mal feita e não a aplicar.
Não quero que me interpretem mal, porque eu também já infrigi a Lei algumas vezes e já tive autoridades que “fecharam os olhos” a algumas situações, mas porra, se fossem rígidos se calhar eu pensava duas vezes antes de infringir!
Também a minha, é mentalidade latina…
Não. Não vou falar daquela campanha que alguém se lembrou de fazer aqui há uns anos. Sim, aquela cujo objectivo era sensibilizar o cidadão que as autoriades iam mesmo agir de acordo com o que está na Lei. Mas isso dava outro tópico…
Vou falar da minha intolerância para aquilo a que eu chamo ignorância por opção. E também para a arrogância.
Passo a explicar, através de diálogos reais:
2 semanas antes:
Gajo – Qual é a tecla para fazer bis no telefone?
Eu – Para quê?
Gajo – Para repetir o último número marcado!
Eu – Ahh, é a que tem dois círculos, um branco e outro preto, em que uma parte do preto se sobrepõe ao branco.
Gajo – Ok.
Hoje:
Gajo – Qual é a tecla de remarcação dos telefones?
Eu – É a das duas bolinhas, uma preta e outra branca!
Gajo – Ok.
[Passado 5 minutos]
Gajo – Ouça lá, não pode ser, não funciona? Alterou alguma coisa? O que é que fez?
Eu – Comigo funciona e a tecla é a que eu lhe disse.
Gajo – Não pode ser. Tem que ver o que se passa.
Eu – Ok, só um momento.
[Vou ao armário e tiro o manual de utilizador do telefone]
Eu – [Enquanto estendo o manual ao Gajo] Sirva-se. Isto deve resolver o problema.
[Gajo estupefacto a olhar para mim]
Eu – Se entretanto tiver alguma dúvida, ou outra coisa em que possa ajudar, por favor, diga-me!
E foi assim que foi.
Agora fico à espera para saber quanto tempo vai demorar até ao Gajo me perguntar como se usa o manual.
Já que um escritor aqui do blog está numa de provérbios, eu vou aqui dismistificar um deles, dos populares.
Acreditem ou não, o provérbio popular do Hábito não fazer o monge, é errado pois o Hábito, ou hábito faz mesmo o monge.
Para o comprovar, um pequeno hábito meu de chegar ao computador e colocar automáticamente a mão esquerda sobre as teclas w, a, s, d; com os dedos directamente no a, w, d ou a, s, d.

-Porquê?
-Para quem sabe o que é, sabe também do que estou a falar.
Misterioso hoje, hein?
Nem toodo o blog, é ouro.