informática

Protecção de direitos ou censura?

Ontem ouvi a notícia que a PT foi “aconselhada” a bloquear o acesso a 26 sites, referenciados por promover a pirataria na internet.
A esta notícia eu respondo com uma palavra: proxy.

Assim que a PT implementar esta situação, não vão faltar as ligações a proxy’s alojados noutros países que não tenham esta restrição.
Aliás, se Portugal não fosse tão pequeno, talvez até os próprios sites disponibilizassem esses proxy’s para que pudessem continuar a ter os seus utilizadores a visitá-los.

Censura, ou algo menos que isso…

Leiam este artigo e depois tirem as vossas conclusões.

A mim não me surpreenderia se isto acontecesse em Portugal.

Do ponto de vista tecnológico, apesar do conceito ser extremamente simples e já ser feito por script kiddies há algum tempo (eu fazia-o na Universidade, apenas com fins educacionais), a escala a que é feito, torna-o impressionante!

Do ponto de vista sociológico, esta notícia tem grandes implicações, não pelo facto de ser o Irão a fazê-lo, mas pelos E. U. A. já o terem feito anos antes de terminar a administração Bush. Simplificando, a maior nação democrática do mundo, controla e monitoriza tudo o que os seus cidadãos fazem online.
E saliento a aparente contradição que implica ter os termos “democrática” e “monitoriza” na mesma frase.

Windows 7: opinião

Já estou a experimentar o Windows 7 (Release Candidate).
Testei primeiro numa máquina virtual, e depois de alguns indicadores positivos, decidi colocar a máquina de trabalho que tenho com XP, a correr em dual boot com o W7.
Usei o gParted Live (open-source está em todo o lado!) para criar as partições necessárias e depois comecei a instalação do W7.
Tudo correu sem problemas, e fiquei até surpreendido pela positiva quando reparei que a instalação configurou o dual boot de forma automática sem me perguntar fosse o que fosse!

Quanto ao desempenho, posso desde já adiantar que estou neste momento a usar o W7 exactamente da mesma forma que usava o XP (com os mesmos serviços e programas em execução) e o W7 usa a memória e o CPU de forma muito mais eficiente. E tenho as paneleirices (transparências, efeitos visuais, etc…) todas ligadas. É mais rápido que o XP!

Em relação à facilidade de utilização, quem já usou o Vista, não vai ter grande problema em habituar-se a ter opções importantes no lado esquerdo das janelas. Quem usa o XP, é melhor habituar-se.
De resto, esqueçam as comparações com o Vista. O W7 é muito mais simples de usar, e facilita todas as tarefas que fazemos com frequência.
À semelhança do Mac OS X é possível “afixar” programas à barra de tarefas e consoante o programa, com um simples clique com o botão direito do rato, temos acesso às operações mais comuns que fazemos nessa aplicação em particular. Um bom exemplo é o Explorador do Windows.
Se eu tiver o programa afixado na barra de ferramentas, automaticamente é construída uma lista com as pastas que eu visito com mais frequência!

Outra novidade, são as bibliotecas: deixamos de ter as pastas de sistema “Os meus documentos”, “As minhas Imagens”, etc., para passar a ter bibliotecas de documentos, imagens e vídeos, onde podemos agrupar, não só as pastas que estão presentes no nosso perfil, mas também outras pastas que estejam espalhadas no nosso computador para agregar num único sítio, tudo o que são documentos, ou música, ou vídeos, ou imagens… é útil!

Mais novidades, agora ao nível dos efeitos: é possível comparar dois documentos de forma simples. Basta arrastar uma janela para um extremo do ecrã e a outra janela para o outro extremo e ficamos com o ecrã dividido em dois para comparar duas janelas.
É ainda possível minimizar todas as janelas excepto a activa, clicando na barra de título e “tremer” com a janela que queremos que fique visível. Todas as outras se minimizam. Se repetirmos o processo, todas as janelas voltam a ser restauradas para a posição e tamanho anteriores.
Já agora, também passou a ser possível ver o ambiente de trabalho sem minimizar as janelas. Basta pousar o rato no pequeno botão no canto inferior direito do ecrã e todas as janelas ficam transparentes podendo assim visualizar os gadgets que temos no ambiente de trabalho, ou o fundo que está a ser utilizado (porque agora é possível ter um conjunto de imagens como fundo do ambiente de trabalho em slideshow).

Existem também algumas aplicações engraçadas e outras de cara lavada, assim, temos agora um Paint renovado (com mais funcionalidades, muitas delas úteis), a ferramenta de recorte (para fazermos screenshots de forma rápida e simples), as notas (que substituem o gadget da Sidebar do Vista), o construtor de fórmulas matemáticas (que reconhece a nossa escrita e a transforma em fórmulas matemáticas que podemos usar em documentos) e a minha preferida, a Calculadora.

A Calculadora é a minha preferida, uma vez que me vai obrigar a ler a ajuda da mesma! Sim é verdade! Tem tanta coisa e tão diferente que vou ler o manual da Calculadora.

Conclusão: a Microsoft está um passo mais perto dos seus concorrentes directos, e para todos os utilizadores Microsoft, este é um sistema operativo que promete! Experimentem, porque não é tempo perdido!

São misteriosos os desígnios do Ambiente de Trabalho

Há utilizadores de todos os tipos.
Apesar disso, acho que tenho aqui uma ave rara, senão, que outra razão pode haver para um indivíduo chamar um “gajo da informática” para lhe organizar os ícones do Ambiente de Trabalho?

E sim, é o mesmo da cena do telefone!

Tolerância Zero

Não. Não vou falar daquela campanha que alguém se lembrou de fazer aqui há uns anos. Sim, aquela cujo objectivo era sensibilizar o cidadão que as autoriades iam mesmo agir de acordo com o que está na Lei. Mas isso dava outro tópico…

 

Vou falar da minha intolerância para aquilo a que eu chamo ignorância por opção. E também para a arrogância.

Passo a explicar, através de diálogos reais:

 

2 semanas antes:

Gajo – Qual é a tecla para fazer bis no telefone?

Eu – Para quê?

Gajo – Para repetir o último número marcado!

Eu – Ahh, é a que tem dois círculos, um branco e outro preto, em que uma parte do preto se sobrepõe ao branco.

Gajo – Ok.

 

Hoje:

Gajo – Qual é a tecla de remarcação dos telefones?

Eu – É a das duas bolinhas, uma preta e outra branca!

Gajo – Ok.

[Passado 5 minutos]

Gajo – Ouça lá, não pode ser, não funciona? Alterou alguma coisa? O que é que fez?

Eu – Comigo funciona e a tecla é a que eu lhe disse.

Gajo – Não pode ser. Tem que ver o que se passa.

Eu – Ok, só um momento.

[Vou ao armário e tiro o manual de utilizador do telefone]

Eu –  [Enquanto estendo o manual ao Gajo] Sirva-se. Isto deve resolver o problema.

[Gajo estupefacto a olhar para mim]

Eu – Se entretanto tiver alguma dúvida, ou outra coisa em que possa ajudar, por favor, diga-me!

 

E foi assim que foi.

Agora fico à espera para saber quanto tempo vai demorar até ao Gajo me perguntar como se usa o manual.