For those who think different
Posts tagged sociedade
Humor extremo
Apr 9th
Outro dia nas conversas de merda (normalmente as melhores) que há entre os homens, comentei que algo era melhor que um pontapé nos tomates e de seguida me perguntaram se era melhor que levar no cu. Se até aqui a conversa ainda não tinha descambado, foi sorte, porque após uns segundos de reflexão respondi que se fosse criança preferia levar no cu, porque pontapés nos tomates levei nessa altura e doía pra caralho, já levar no cu, tal como se vê nos casos mediaticos, só dói quando somos grandes que é quando se vê toda a gente das casas pias e afins a virem para a televisão reclamar.
Mas mais preocupante do que me ter lembrado disso e o dizer em voz alta é agora o escrever e não encontrar uma falha na linha do raciocínio…
5ª dimensão
Mar 15th
Ou por outras palavras, autocarros.
À saída do metro, a subir as escadas rolantes falam dois amigos, um homem e uma mulher:
Ela:-”Tem café? Então vou… Não preciso de saber o resto. Tem café eu vou! Sou viciada em café!”
-”Sim, e podes levar um livro para ler, ou o portátil e estás ali na boa.”
-”Estou a ler o mil e uma noites, aquilo é enorme tudo com letras pequeninas, é que é mesmo grande o livro. Mas tenho uma edição de 7 volumes e assim levo uma coisa menos pesada, também escrito com letras mesmo pequeninas e sem desenhos!”
- Entretanto ultrapasso-os e vou para a paragem de autocarro, porque deixei o meu carro na revisão. Entro no autocarro, eles seguem atrás de mim sem que tivesse reparado.
Ele: “(…) e tenho tido imensas insónias.”
- “Eu também tenho. Sempre tive insónias!”
PROTIP: “DEIXA O CAFÉ, Ó PALERMA!”
Um senhor…
Jan 27th
…chamado Mário Crespo.
Após os comentários dos convidados no programa frente-a-frente que acordavam sobre o facto de Deus ter estado no Haiti – devido à capacidade humana de buscar forças na contrariedade – comentavam também que da mesma forma Deus esteve em Auschwitz, Mário Crespo diz:
Esteve, no exército vermelho. *silêncio*
Chaves e fechaduras
Dec 29th
Dizem que é injusto que quando um gajo fode muitas miudas… é o maior, mas se for uma miuda a foder muitos gajos é uma puta.
ESCLARECIMENTO – Se uma chave abre muitas fechaduras, então é uma Chave Mestra. Agora se uma fechadura é aberta por muitas chaves, então é uma fechadura de merda.
Gajas bêbadas
Oct 31st
…
…
Ok, podem parar de rir, agora.
É verdade, gajas bêbadas.
…
…
Pronto, já chega.
Hoje às 2h da manhã não consegui dormir por causa duma dessas gajas histéricas que bebem e não se aturam (o rácio deve ser de 0.95 das mulheres) que não queria sair do carro onde estava porque só queria dormir e isto à porta de sua casa. Nenhum dos amigos fez nada para contrariar a menina mimada, tirando a colega de casa que devido às suas fúteis tentativas ainda teve de ouvir ser mandada ao caralho que a foda, para a puta que a pariu e “deslargar” sua puta de merda.
A amiga, que a esta hora já não deve ser, entrou no carro, tirou-lhe as chaves de casa e foi ela para casa e deixou a amiga a apodrecer no carros dos outros amigos que passados 15min sentados cá fora lá tomaram uma atitude e foram embora.
Ora a gaja que não se sabe comportar porque vai dar a desculpa de estar com os copos QUE VÁ PRA GRANDE PUTA QUE A PARIU porque não tenho de aturar gajas bêbadas a porta do meu prédio e que já tenho o número da esquadra que é para a próxima que aconteça ver se ganha vergonha na cara quando tiver que falar com os senhores da farda azul.
A dúvida que se coloca é porque raio as gajas bêbadas ficam impossíveis de se aturar?
Aceitam-se sugestões.
A realidade vigente
Aug 23rd
Não. Não é machismo. É como o título indica: a realidade.
As mulheres não têm jeito para a condução. Antes de receber o hatemail faço notar que obviamente as excepções fazem a regra, mas são apenas isso: excepções.
Outro dia, ao vir do trabalho para casa deparei-me com uma pequenina mulher nos seus 4 anos a andar de bicicleta ainda com rodinhas, enquanto olhava para uns miúdos a jogar à bola e ao mesmo tempo falava com a mãe.
O resultado foi, como diria uma amigo meu: “O-O-Olha o acidente!”.
É uma coisa genética. Não há volta a dar.
Achievement unlocked
Jul 29th
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Redes sociais
Jul 29th
Depois do flop do twitter, a desilusão do facebook. Isto da web2.0 é giro durante uma semana, depois não há mais nada para oferecer além dos cantos redondos (piada profissional).
Posto isto, a minha rede social é o IRC.
“O triunfo da imbecilidade”
Jul 6th
“A veneração dos ídolos criada pelo marketing e pela devoção futebolística justifica tudo”
Vale a pena a leitura e a reflexão.
Bairrismo
Jun 23rd
Costuma-se dizer que o Porto tem um problema com o resto do país. Desenganem-se. O país tem um problema com o Porto.
Amo o meu país e a minha cidade (não tanto as pessoas que cá coabitam), e como portuense acho alguma piada quando o resto do país se insurge contra o povo portuense e a mania que somos diferentes. Que nos demarcamos do resto do país para nos declararmos uma nação (todos já ouvimos a expressão que o Porto é uma ‘naçoum’).
Na realidade, a história do Porto é como a da prostituta que diz que não foi ela que escolheu ser puta, que foi a vida que a fez assim.
Ora o Porto não escolher ser diferente, Portugal é que o fez assim, único e especial.
Já me aconteceu várias vezes ser rotulado como “gajo do Porto”, ora quem é do Porto também terá concerteza sentido isso na pele. Por uma ou outra expressão, por sermos pessoas directas e não andarmos com rodeios, por dizermos caralho mais do que aquilo que era preciso, por mandarmos alguém se foder ao 2º acto de estupidez, etc.
O marginal é-o porque se pôs à parte ou foi a sociedade que o marginalizou?
Tenho para mim que o país tem um problema com o Porto, contra a sua simplicidade, contra as suas gentes singulares e inconformadas. O país do fado não admite que exista uma sua parte que não chore sobre o leite derramado, que siga em frente, que conheça a palavra saudade apenas da música de Jobim, um povo que de cabiz baixo continua a lutar por uma vida melhor, porque não há outra maneira de viver onde o conformismo não é uma opcção. Os dias são difíceis mas já vivemos pior, há quem viva pior, portanto, PORRA, para a frente é o caminho. E este país mesquinho insurge-se contra o Porto. A marca da Portugal global, que foi o que mais nenhum país do mundo foi, que se perde hoje pelo resto do país num choro constante daquilo que se perdeu.
E nisto surge uma região. A região do Norte. Confunde-se Porto com o Norte. Não há pessoas mais genuínas que as gentes do Norte. Em cada ruga e em cada calo há uma história de vida, daqueles que não se conformaram a um país que se conformou com glórias passadas e teve de continuar a lutar para viver, sobreviver. Confunde-se o Porto com Braga, Bragança, Vila Real, Viana do Castelo, Barcelos, Gaia, Guimarães, Matosinhos, Amarante, etc.
E depois surge um país, surge Lisboa, Almada, Setúbal, Portalegre, Portimão, Leiria, Beja, Coimbra, Faro, etc. Tal e qual a nossa história, partindo do Norte para Sul a pedido do Papa para expulsão dos infiéis, viramo-nos antes para sul em vez de seguirmos norte, voltamos a repetir a nossa história mas desta vez pela necessidade, a necessidade de voltarmos a ser o que somos, ao país Celta, ao país Luso.
Portugal tem um problema com o Porto pois Portugal quis-se perder à boleia do resto da europa pensando que seguindo a maioria o caminho seria correcto, Portugal esqueceu-se de si mas o Porto continuou a ser Portugal e a mostrar ao país a beleza do que somos. O Porto que afinal é o Norte e o Norte que é o Centro e o Sul, o país que é Portugal juntou-se e voltou-se a sentir a terra lusitania. Portugal quis-se perder mas o Porto que é o Porto, não deixou. A cidade invicta faz jus ao seu nome e não se deixa vencer pelo conformismo que nos vinhamos a perder.
Falta o resto do país perceber que a melhor coisa que nos aconteceu foi a morte da Amália deixar metade do fado morrer. Porque a vida continua e temos que continuar a lutar e na luta tentar sempre vencer. Portugal tem um problema com o Porto e Porto é Portugal. Portugal perdeu-se na sombra daquilo que já foi. Portugal precisa do Porto e do Porto nasceu Portugal.
Duma vez por todas deixem-se de bairrismos, porque estamos todos juntos no mesmo.
Amo-te Porto, amo-te Portugal.